quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Copacabana


Essa é uma lembrança da viagem pra Bolívia, a foto é de Copacabana, que fica em La Paz. Nunca tinha visto lugar parecido com esse, dava pra ver um pedaço de uma montanha dos Andes no caminho, a cor do lago era azul que dava pra ver de longe o contraste com o relevo mais acinzentado, dava a impressão de que estavamos no topo de um lugar, não sei se era da Bolívia, da América Latina, ou da imaginação.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


A janela do quarto. De um dos quartos. De um dos mundos. Uma janela pro mundo. Mundo-pequeno, mundo-pouco.
Pasto. Abacateiros. Abacateiros por anos. Balanços. Vento nas folhas. Som de mar imaginário. Viagem introspectiva numa infância que já foi, mas sempre volta. Hoje só um bando de casas e um bebê chorando no ar.

sábado, 26 de setembro de 2009

Después de 12 horas de viaje. Restaban otras 4 para llegar a Lima.
Esto es de un poeta portugués Fernando Pessoa, me gustaría mucho leerlo en portugués...

Traigo dentro de mi corazón,
como en un cofre que no se puede cerrar de tan lleno,
todos los sitios en que he estado,
todos los puertos a los que he arribado,
todos los paisajes que he visto a través de las ventanas o portillas,
o de cubiertas, soñando,
y todo esto, que es tanto, es poco para lo que quiero.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

La Plata


Rio La Plata, bem pertinho de Buenos Aires, minha primeira (e até o momento única) viagem internacional.
Não sei porquê, mas tenho facínio por água. Mares, rios, poças d'água. É uma atração sem limites.
Toda vez que viajo tenho o costume de dormir em 80% do caminho percorrido durante a viagem. Mas o incrível é que sempre que vou passar próximo a uma imensidão de água que eu possa admirar, desperto do nada, como se algo me acordasse bem naquele momento.
Penso que pode ser pelo fato de eu ser "filha de Oxum", mas isso é apenas o meu misticismo falando mais alto, como sempre.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ceci



Queria começar esse blog falando mais ou menos da idéia de como ele seria, ou pelo menos, de como poderia ser (aberto a novas propostas). Essa idéia de falar sobre as fotografias surgiu espontaneamente, mas apesar disso, há livros e estudo sobre o uso da imagem como meio de informar e captar algo do meio, principalmente o que diz respeito a Antropologia Visual e Social. Mas acho que não há necessidade de ter esse peso científico em cima de uma coisa que pretende ser tão informal, espontânea e prazerosa pra quem quiser contribuir. Pra quem quiser ler alguma coisa sobre, tem um livro chamado "Desafios da imagem. Fotografia, iconografia e ví­deo nas ciências sociais" organizado por Bela Feldman-Bianco e Míriam L. Moreira Leite, é uma coleção de textos sobre o assunto, com alguns exemplos de utilização de fotografias para contar o contexto de um local.

Voltando à imagem, essa é uma foto que eu tirei no quintal da casa 8, na Moradia. Minha bicicleta (Caloi Ceci) estava inteira ainda, hoje não restou muitas coisas dela, os pedais, os pneus, a cestinha, a garupa, o banco, todos já foram trocados ou tirados por terem quebrado. A bicicleta de trás é do pik e da Cleo. Quando cheguei na casa a primeira vontade que tive foi de pegar essa bicicleta pra conhecer Marília, graças ao Bob que se mudou de vez pra cá a minha bicicleta pode vir junto na mudança, junto com ela veio meu violão também. Muitas coisas que aparecem na foto não estão mais lá no quintal, inclusive as duas bicicletas; como é de tradição, minha bicicleta continua quebrada. aquela bacia com roupas de molho eu lembro que virou um vaso de plantas depois, o tanque velho deve ter ido para o lixo e aquele filtro, que virou vaso também, que está vitrô acho que ainda está lá. A caixa de papelão devia estar esperando o saco de lixo, logo depois eu descobri que a faculdade dá os sacos de lixo. Quando entrei na casa me deparei com um pessoal que já estava há mais tempo em Marília, no máximo a Marcia e o Garça estavam no segundo ano ainda, mesmo assim tinham história pra conta de um ano antes. Acho que essa foto simboliza o que eu achava que ia ser a casa 8 pra sempre, que sempre haveria as mesmas pessoas morando lá, na época convivi bastante tempo com o pessoal que morava lá, hoje em dia não passamos mais tanto tempo juntos assim. A ceci e o ceci estavam em épocas diferentes...

A fotografia em si talvez não diga tanta coisa simultaneamente quanto podemos lembrar quando olhamos para ela, é um desafio falar sobre si mesmo para outras pessoas, a imagem pode ser um "olho-mágico" para uma realidade que foi vivida no passado. Não existe uma forma padrão de se relatar uma fotografia, assim como não são homogêneo os sentimentos que passamos, mas as lembranças são passíveis de serem comunicadas, espero que entendam a proposta do blog e da forma de conviver com as fotos, e que sempre esteja aberto o espaço para novas propostas.!